Vivência de acadêmica em situação de emergência com o próprio pai evidencia impacto do ensino de Suporte Básico de Vida desde os primeiros períodos da graduação
25/5/2026
Compartilhe

Saber agir nos primeiros minutos após um acidente ou mal súbito pode ser decisivo para salvar vidas. Em situações de emergência, técnicas de primeiros socorros e de Suporte Básico de Vida (SBV) auxiliam na estabilização da vítima até a chegada do atendimento especializado, reduzindo riscos e aumentando as chances de sobrevivência.
Foi justamente esse conhecimento que fez a diferença na vida da acadêmica do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Kamile Serednicki Bagetti. Diante de uma situação de emergência envolvendo o próprio pai, ela precisou colocar em prática os conhecimentos adquiridos na graduação.
Kamile já havia sido treinada em Suporte Básico de Vida desde o início do curso, experiência que possibilitou identificar rapidamente sinais compatíveis com infarto agudo do miocárdio (IAM) e iniciar os primeiros atendimentos até a chegada do suporte especializado.
“Foi tudo muito intenso. Um turbilhão de sentimentos, mas que me trouxe uma certeza muito clara: fazer medicina é muito diferente de ser médico. Quando eu cheguei no quarto e vi o meu pai cianótico, sem pulso e com dificuldade para respirar, foi como se o tempo parasse. Mas, ao mesmo tempo, eu só lembrava das aulas e veio muito forte dentro de mim que eu precisava agir”, relata a acadêmica.
Ela destaca que a formação prática recebida no curso foi fundamental para conseguir conduzir a situação com rapidez e controle emocional. “Foram minutos que passaram muito rápido, mas carregados de um medo enorme, porque ninguém está preparado para perder alguém, muito menos o próprio pai. Naquele momento, desistir não era uma opção. Eu só consegui manter a calma e conduzir a situação porque fui muito bem preparada”, afirma.
De acordo com o médico e coordenador do curso de Medicina da Afya Pato Branco, Vilson Campos, o ensino de primeiros socorros e SBV desde os períodos iniciais fortalece a formação técnica e humana dos estudantes. “Os primeiros socorros representam a primeira linha de cuidado em situações de emergência. Quando o estudante tem contato precoce com essas práticas, desenvolve mais confiança, senso de responsabilidade e agilidade na tomada de decisão. Isso impacta diretamente na formação de profissionais mais preparados para atuar em cenários onde cada segundo faz diferença”, destaca.
Além da formação acadêmica, o médico ressalta que ampliar o acesso da população a conhecimentos básicos de primeiros socorros também representa uma importante estratégia de saúde pública. “Muitas vezes, quem está mais próximo da vítima é um familiar, amigo ou colega de trabalho. Por isso, disseminar esse conhecimento é fundamental para que mais pessoas consigam agir de forma segura e consciente até a chegada do atendimento especializado”, completa.
------------
Matéria: Rodrigo Bortot, Assessoria de Imprensa da Afya
Supervisão: Profa. Jozieli Cardenal Suttili / Jornalista MTB 9268 – PR
Foto: Ketlen Mussio
Contato: [email protected]