Notícias
Diversidade

Afya Pato Branco promove diálogo sobre imigração, diversidade e inclusão

Compartilhe

As experiências de quem deixa seu país de origem e precisa reconstruir caminhos em um novo território estiveram no centro do encontro “Raízes, Caminhos e Recomeços: um diálogo sobre Haiti e Venezuela”, realizado na última quarta-feira (12/08). Promovida pelo Comitê Interno de Multidiversidade, Equidade e Inclusão (CIMEI) da Afya Centro Universitário de Pato Branco, a atividade reuniu acadêmicos e colaboradores para uma conversa sobre imigração, diversidade cultural, pertencimento e inclusão.

Participaram do painel as venezuelanas Daniela Zaira Sanchez Rodriguez e Maria Mercedes Velásquez Rojas e as haitianas Ruth Leica Difficile e Stherlandy Presume. As painelistas foram convidadas considerando suas nacionalidades e trajetórias, reunindo integrantes da comunidade acadêmica com diferentes experiências de imigração. A mediação foi conduzida pela professora Dra. Eucleia Gonçalves dos Santos.

A proposta foi dar espaço às próprias imigrantes para compartilharem suas histórias, culturas e percepções sobre os processos de chegada e adaptação ao Brasil. Segundo Stherlandy, colaboradora da Afya Pato Branco e integrante do CIMEI, a escolha do tema partiu justamente da necessidade de conhecer essas trajetórias para além de estereótipos. “São histórias marcadas por desafios e muitas aprendizagens, mas também por culturas muito ricas, que podem ser compartilhadas como forma de desconstruir imagens negativas sobre os imigrantes”, explica.

Desafios para recomeçar

A partir de sua própria experiência, Stherlandy destacou que a adaptação envolve obstáculos que vão além das diferenças culturais. A língua, a dificuldade dos primeiros contatos e a desconfiança estão entre eles. “Nem todos os olhares são acolhedores e, muitas vezes, existe a ideia de que todos os imigrantes vieram para o Brasil por causa da pobreza. Na realidade, cada pessoa tem sua própria história, seus objetivos e seus motivos para imigrar”, afirma.

Ao mesmo tempo, Stherlandy ressalta as oportunidades construídas ao longo desse processo: o acesso ao trabalho, aos estudos e à qualificação profissional pode abrir novos caminhos e permitir que os imigrantes desenvolvam projetos pessoais e profissionais no país que escolheram para viver.

Para ela, trazer essas experiências para o ambiente universitário contribui para ampliar o conhecimento sobre diferentes culturas e, principalmente, favorecer relações mais respeitosas. “Esses encontros fortalecem o diálogo, a empatia e a convivência entre diferentes grupos, além de promoverem o respeito à diversidade, à equidade e à inclusão”, destaca.

Stherlandy também integra o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir) e avalia que a iniciativa está diretamente relacionada ao trabalho desenvolvido pelo CIMEI na instituição. “Ao valorizar as histórias e as culturas haitiana e venezuelana, a ação contribui para combater preconceitos e fortalecer um ambiente acadêmico pautado pelo respeito às diferenças e pela inclusão”, conclui.

------------

Matéria: Agência Experimental de Comunicação da Afya Pato Branco
Fotos: Juliana Pontes
Supervisão: Profa. Jozieli Cardenal Suttili / Jornalista MTB 9268 – PR
Contato: [email protected]

Ver álbum completo