Em seu segundo semestre, curso da Afya Pato Branco aposta no contato com a profissão desde o início da graduação e em uma formação conectada às diferentes possibilidades de carreira
14/8/2026
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Com atuação que acompanha diferentes fases da vida, da infância ao envelhecimento, a Fonoaudiologia vem ampliando sua presença em clínicas, hospitais, escolas, empresas e serviços de saúde. Atenta a esse cenário, a Afya Centro Universitário de Pato Branco chega ao segundo semestre de seu curso de Fonoaudiologia, consolidando uma proposta que aproxima os acadêmicos da profissão desde o início da graduação.
A primeira turma iniciou as atividades em fevereiro e, já nos primeiros meses, teve contato com conteúdos específicos da carreira, como Fonética, Fonologia e Audição, além de conhecer diferentes possibilidades de atuação profissional. A proposta, segundo a coordenadora do curso, professora e fonoaudióloga Cleyce Elizandra Matos Bordignon, é fazer com que teoria e prática caminhem juntas durante toda a formação.
“Nosso grande diferencial está em romper com um modelo em que o estudante precisa esperar os últimos anos da graduação para se aproximar da profissão. Desde o primeiro semestre, ele começa a compreender o universo da Fonoaudiologia, experimentar recursos utilizados na área e conhecer as possibilidades que terá no mercado de trabalho”, destaca.
Essa aproximação já resultou em diferentes experiências. No Circuito de Especialidades, por exemplo, os acadêmicos tiveram contato com equipamentos utilizados na avaliação auditiva e com recursos empregados na reabilitação. A turma também participou do Projeto de Saúde Vocal do Professor, realizando triagens e orientações preventivas com educadores, e desenvolveu uma atividade de empreendedorismo voltada à criação de negócios na área da Fonoaudiologia.
As experiências integram uma matriz curricular de 3.200 horas, distribuídas ao longo de oito períodos, que articula fundamentos biológicos, formação humana, competências profissionais, extensão e estágios supervisionados. A formação contempla áreas como Audiologia, Linguagem, Motricidade Orofacial, Fonoaudiologia Hospitalar e Voz, entre outras.
A amplitude do campo profissional é um dos fatores que tornam a Fonoaudiologia uma carreira com diferentes possibilidades de inserção. Atualmente, são 17 especialidades reconhecidas, abrangendo desde a prevenção e o diagnóstico até a habilitação e reabilitação de funções relacionadas à comunicação e à alimentação.
O fonoaudiólogo pode atuar, por exemplo, com linguagem e fala em diferentes faixas etárias; avaliação e reabilitação auditiva; atendimento hospitalar e de pacientes com dificuldades de deglutição; saúde vocal; saúde do trabalhador; estética e voz profissional, além de empreender e administrar serviços próprios.
Para Cleyce, mudanças sociais também têm ampliado a procura por esses profissionais. “Vivemos um aumento importante das demandas relacionadas ao neurodesenvolvimento na infância e, paralelamente, temos uma população que está envelhecendo e buscando mais qualidade de vida. Isso amplia a necessidade de profissionais tanto para o atendimento de crianças quanto para o diagnóstico e a reabilitação auditiva de idosos”, explica.
A coordenadora ressalta que a demanda também está presente na saúde ocupacional, na assistência hospitalar e em áreas relacionadas à voz e à comunicação. “É uma profissão que permite construir trajetórias muito diferentes. O estudante pode encontrar uma área de atuação relacionada ao seu perfil e, ao mesmo tempo, responder a necessidades que estão crescendo na sociedade”, acrescenta.
Para os próximos meses, a programação prevê novas oportunidades de aproximação com a profissão. Uma delas será a visita do Conselho Regional de Fonoaudiologia no dia 19 de agosto, promovendo discussões sobre ética e exercício profissional.
O curso também realizará sua Semana Acadêmica, com atividades relacionadas às áreas de voz, linguagem e audição. A programação contará ainda com um momento cultural e literário, incluindo a participação da fonoaudióloga e professora Maiane Martins, autora da obra “Alfanema – alfabeto e fonemas”, bem como de outros profissionais da área.
Os acadêmicos também participarão de ações junto à comunidade, incluindo a Feira das Profissões e a Inventum, ampliando o contato com diferentes públicos e apresentando recursos e possibilidades da Fonoaudiologia. Destaque, ainda, para o Projeto de Extensão Vozes da Memória, em que os acadêmicos estudarão o valor simbólico da voz presente na memória oral de pessoas idosas, a partir das histórias de vida de moradores do Lar de Idosos São Francisco de Assis.
Para Cleyce, as experiências desenvolvidas desde o primeiro semestre ajudam a construir não apenas competências técnicas, mas a própria identificação do estudante com a carreira. “Queremos formar profissionais preparados para compreender as diferentes demandas da Fonoaudiologia, com raciocínio clínico, autonomia e capacidade de atuar em um mercado que oferece inúmeras possibilidades. A formação precisa permitir que o acadêmico descubra, desde cedo, o alcance e a importância da profissão que escolheu”, finaliza.
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Matéria: Agência Experimental de Comunicação da Afya Pato Branco
Supervisão: Profa. Jozieli Cardenal Suttili / Jornalista MTB 9268 – PR
Fotos: Alan Winkoski e Camila Bastos Penteado
Contato: [email protected]